Valorizando vidas, preservando o planeta

Segurança alimentar e a produção de alimentos

Escrito em 30/07/2012

martinezRodrigo Martinez Castro 

Coordenador Técnico do Brasil Mata Viva

 

A demanda da humanidade por recursos naturais é duas vezes a quantidade que o planeta atualmente possui. Segundo publicações, a análise recente da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) mostrou que nos próximos dez anos a produção do agronegócio brasileiro precisará crescer 40% para atender a demanda mundial de alimentos.

Nossa taxa de crescimento atual, nas melhores perspectivas, é de 3,5% por ano, o que somaria 35% ao longo dos dez anos citados, isso se nada diferente ocorrer durante esse intervalo de tempo.

Diante disso, como ficaria a preservação das florestas no Brasil? Mesmo com pressões internacionais pela conservação, há pressões pela produção de alimentos. A saída é o desenvolvimento sustentável. Produção de alimentos em quantidade, em áreas agrícolas já existentes e onde podemos e devemos legalmente explorar. Isso associado à preservação e conservação ambiental.

Um dos caminhos para se atingir as metas de produção, além de preservar as unidades agrícolas, são os Selos de Segurança Alimentar, normas que ao serem atendidas, garantem aos produtores a possibilidade de receberem uma certificação que, em âmbito internacional, dá abertura para que os produtos que saem da fazenda possam alcançar os mercados consumidores mais exigentes.

Esses mecanismos, apesar de modernos e de despertarem o desejo dos produtores em alcançá-los, são processos caros e demandam investimentos em ações técnicas, financeiras, sociais e ambientais. Segurança alimentar tem custo e é alto!, pois envolve não só a sustentabilidade do processo, mas várias outras demandas que devem ser atendidas para que o produto tenha quantidade e qualidade necessárias, desde a produção na fazenda até os supermercados.

O dinheiro e a resposta para tais questões estão nas próprias florestas. O custo de manutenção da biodiversidade e o investimento que essas empresas terão de fazer, com a intenção de reduzir seus impactos no planeta, serão repassados diretamente aos produtores rurais, de forma a gerar uma sustentabilidade, revertendo o valor investido à sua produção agrícola. Produção certificada, segura e 'bancada' pelas florestas, que serão mantidas pelos próprios produtores.